
Informações principais do artigo:
O limite faturamento MEI é uma das informações mais importantes para qualquer microempreendedor. Ultrapassar esse teto sem planejamento pode gerar multas, impostos retroativos e a necessidade de migrar para um regime tributário mais complexo.
Neste artigo, você vai entender qual é o limite de faturamento do MEI em 2026, como funciona o cálculo mensal, o que mudou nas regras recentes e o que fazer se o teto for ultrapassado.
O limite de faturamento MEI em 2026 é de R$ 81.000 por ano. Esse é o teto de receita bruta anual para que o Microempreendedor Individual se mantenha no regime simplificado, com tributação reduzida e acesso aos benefícios previdenciários.
O valor está em vigor desde 2018 e, até o momento, não houve atualização oficial para 2026, apesar de propostas em tramitação no Congresso.
O faturamento é calculado sempre sobre a receita bruta: o total de todas as vendas de produtos e serviços, sem descontar despesas, impostos ou custos operacionais.
Não existe um teto mensal fixo para o MEI. O que existe é um limite anual de R$ 81 mil, e a divisão por 12 meses serve apenas como referência de controle: R$ 6.750 por mês.
Na prática, um MEI pode faturar R$ 10.000 em dezembro e R$ 3.500 em fevereiro, sem problema algum, desde que o total anual não ultrapasse os R$ 81 mil.
O limite é proporcional aos meses de atividade. Multiplique R$ 6.750 pelo número de meses restantes até dezembro.
Exemplo: MEI aberto em junho tem limite de R$ 6.750 × 7 meses = R$ 47.250 para o ano.
Faturamento MEI é a soma de todas as receitas brutas do negócio, vendas de produtos e prestação de serviços, independentemente do meio de pagamento (dinheiro, Pix, cartão ou transferência).
Atenção: a Resolução CGSN nº 183/2025 trouxe uma mudança importante. Agora, os rendimentos recebidos como pessoa física e relacionados à atividade do MEI também entram no cálculo do faturamento anual. Isso afeta diretamente quem tem vínculo simultâneo, por exemplo, MEI e CLT na mesma área de atuação.
Não entram no cálculo:
As consequências dependem do percentual excedido:
O MEI pode permanecer no regime até 31 de dezembro do mesmo ano. Na Declaração Anual (DASN-SIMEI), é gerado um DAS complementar sobre o valor excedente. A partir de janeiro seguinte, a empresa migra automaticamente para Microempresa (ME).
O desenquadramento é retroativo ao início do ano (ou à data de abertura do CNPJ). Consequências:
Monitorar o faturamento mês a mês é fundamental. Quanto antes o empreendedor perceber que vai ultrapassar o teto, mais tempo tem para agir com planejamento.
💡 Saiba mais: Quando abrir um MEI e como se preparar desde o início
Existem duas obrigações formais de controle exigidas pelo governo:
Na prática, boas rotinas fazem toda a diferença:
Essa é uma das discussões mais aguardadas pelos microempreendedores. O limite de R$ 81 mil está em vigor desde 2018 e já perdeu poder de compra frente à inflação acumulada.
Dois projetos estão em destaque no Congresso:
Até a publicação deste artigo, nenhum projeto foi sancionado. O limite oficial do MEI para 2026 permanece em R$ 81.000 anuais. Acompanhe atualizações pelo Portal do Empreendedor e pelo Gov.br.
O MEI Caminhoneiro tem um teto próprio: R$ 251.600 por ano. As contribuições mensais também são diferentes, variando entre R$ 195,52 e R$ 200,52 em 2026, conforme os tributos aplicáveis à atividade.
Com o salário mínimo de R$ 1.621 vigente em 2026, o DAS-MEI ficou assim:
O DAS vence todo dia 20 e pode ser pago via boleto, Pix ou débito automático pelo Portal do Simples Nacional ou App MEI.
O limite faturamento MEI em 2026 é de R$ 81.000 anuais, sem teto mensal fixo, mas com média de R$ 6.750 por mês como referência de controle.
Além disso, uma nova regra de 2025 ampliou o que é considerado faturamento, incluindo rendimentos de pessoa física ligados à atividade do negócio.
Monitorar as entradas mês a mês, conhecer os cenários de desenquadramento e agir com antecedência são os pilares para crescer como MEI sem surpresas. Com planejamento, é possível aproveitar ao máximo o regime simplificado ou migrar para ME no momento certo.
O limite de faturamento MEI em 2026 é de R$ 81.000 anuais, em vigor desde 2018. É o teto de receita bruta para manutenção no regime simplificado, com tributação reduzida e acesso a benefícios previdenciários.
Não existe teto mensal fixo. O limite é anual (R$ 81 mil), e a divisão por 12 meses, R$ 6.750, serve apenas como referência de controle. O MEI pode variar o faturamento entre os meses, desde que o total anual não ultrapasse o limite.
Se exceder até 20% (até R$ 97.200), o MEI permanece no regime até dezembro e paga DAS complementar. Se exceder mais de 20%, o desenquadramento é retroativo ao início do ano, com recálculo de impostos, multa de até 20% e juros Selic.
Há projetos em tramitação, como o PLP 60/2025 (Super MEI, teto de R$ 140 mil) e o PLP 67/2025 (teto de R$ 150 mil). Nenhum foi sancionado até o momento. O limite oficial em 2026 continua sendo R$ 81.000.
A Resolução CGSN nº 183/2025 passou a incluir no cálculo do faturamento MEI os rendimentos recebidos pela pessoa física quando relacionados à atividade exercida no CNPJ. Isso impacta quem recebe pagamentos tanto via CPF quanto via CNPJ pela mesma atividade.
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